Cresceu entre cozinhas de família, em Lisboa e em Aveiro. Entre tachos ao lume e mesas onde se partilhava mais do que comida, aprendeu cedo que cozinhar é um ato de tempo, de gesto e de memória. A base da sua identidade está aí: na partilha e no respeito pelo sabor verdadeiro.
Mais tarde, foi o Alentejo que ganhou espaço definitivo no seu percurso. A tradição culinária da família da sua esposa — profundamente enraizada na terra, no produto e na simplicidade intensa — tornou-se parte central da sua linguagem gastronómica. Uma cozinha que honra a história, mas que não tem medo de evoluir.
A FORMAÇÃO. Construiu as suas bases na Escola de Turismo e Hotelaria de Lisboa, onde contactou com a técnica clássica francesa. Passou por casas de referência como o Tavares Rico, o Degusto, o Bacchus e o Gemelli. Liderou equipas, desenvolveu conceitos e participou na criação e expansão de marcas. A experiência deu-lhe estrutura. O território deu-lhe identidade.
AS EQUIPAS. Acredita que a cozinha é um organismo vivo, feito de pessoas. Valoriza o mérito, o compromisso e a liberdade com responsabilidade. Lidera pelo exemplo e investe na formação contínua, da cozinha à sala, porque entende que a experiência só é completa quando todos falam a mesma linguagem.
O CLIENTE. Sabe que cada prato é um ponto de contacto emocional. O verdadeiro sucesso não está apenas na técnica, mas na memória que fica. No final do serviço, importa saber que alguém saiu da mesa com a sensação de ter vivido algo autêntico.
O PRODUTO. Trabalha com produtores locais, respeitando a sazonalidade e o ritmo natural da terra. Acredita que a cozinha tem o dever de proteger e valorizar o território onde se insere. Cada ingrediente carrega uma história. Cabe ao cozinheiro interpretá-la com consciência.
No Octant Évora, a sua visão traduz-se numa cozinha contemporânea, enraizada e honesta. Uma gastronomia que respeita o passado, vive o presente e contribui ativamente para o futuro do Alentejo.